A água escorre sobre as ruas e esconde sob a tormenta as lágrimas de quem chorou na noite anterior.
Hoje o sol brilha novamente, ignorando completamente a dor dos que um dia se apaixonaram.
A tempestade que caiu na noite anterior foi um prenúncio do fim, do fim da dor, do fim do desespero e do fim de um ano. O ano acabou, assim como o próximo também acabará, não existe um dia que não venha após o outro.
Alguns bebem, outros ignoram, eu escrevo.
Escrevo para esconder a tempestade em minha cabeça e revelá-la de uma forma verborrágica os sentimentos.
Escrever é para muitos, entender é para poucos, morrer é para todos.
Nunca fui bom em conjugar o verbo "amar", um dia amei, amarei novamente, espero, mas sempre fui bom em conjugar o verbo "esquecer", ainda não esqueci. Mas esquecerei.
Nenhum comentário:
Postar um comentário