quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A Tempestade

A água escorre sobre as ruas e esconde sob a tormenta as lágrimas de quem chorou na noite anterior.

Hoje o sol brilha novamente, ignorando completamente a dor dos que um dia se apaixonaram.

A tempestade que caiu na noite anterior foi um prenúncio do fim, do fim da dor, do fim do desespero e do fim de um ano. O ano acabou, assim como o próximo também acabará, não existe um dia que não venha após o outro.

Alguns bebem, outros ignoram, eu escrevo.

Escrevo para esconder a tempestade em minha cabeça e revelá-la de uma forma verborrágica os sentimentos.

Escrever é para muitos, entender é para poucos, morrer é para todos.

Nunca fui bom em conjugar o verbo "amar", um dia amei, amarei novamente, espero, mas sempre fui bom em conjugar o verbo "esquecer", ainda não esqueci. Mas esquecerei.

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