quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Solidão

Na calada da noite eu busco o sentido de cada olhar
A cada sorriso falso, eu tento encontrar
Em uma garrafa de cerveja e um cigarro amassado
Um sentido para meu passado.

A noite se adensa a cada instante
Pairando sobre a cabeça o destino de cada amante
E a solidão de quem busca uma alma a compartilhar
E a cada gole, trago ou tapa, fica mais difícil encontrar.

Sem sentido para cada sorriso.
Nem a direção de cada olhar.
E no fim, vazio.
É como irei ficar.

Rio sozinho desesperançoso
Pois cada lágrima me deixa ansioso
que, no caminho a seguir
Irei, finalmente, parar de mentir

No Inicio eu existia
No meio eu meramente convivia
No presente simplesmente mentia.
E no futuro, não sei como seria.


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