terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Palavras

Escrevi uma carta, ela começava bem, terminava mal, manchada com minhas lágrimas. A tinta da caneta borrava a cada vírgula que pontuava a dor que eu sentia. Que cara antiquado sou eu, escrevi uma carta.

Escrevi o que sentia, e o que queria sentir. Escrevi mais uma vez como que seria se você não tivesse partido. Escrevi de novo para não esquecer e guardei em um envelope, não selei, não coloquei seu nome e não pensei em te entregar.

Todas as minhas palavras não foram desperdiçadas, simplesmente moldaram o livro que me tornei, suas palavras ainda estão grifadas em um capítulo em minha biografia, todas elas. Mais palavras virão e esculpirão a capa de couro do meu caráter, cada uma delas.

Coloquei a carta em seu túmulo. Sentirei sua falta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário