O som das batidas de braço na piscina acalmava meus pensamentos, o pálido azul dos azulejos, ainda mais claros pela luz refletida em sua superfície, cegavam todas as minhas dúvidas. O ondular da água pelo movimento repetido dos nadadores faziam que as minhas preocupações fossem levadas embora.
De repente as braçadas sessaram, o ondular diminuiu e o pálido azul ficou ainda mais pálido com a luz da lua, ainda submerso pude observar as estrelas aparecendo e sendo refletidas pelas águas, agora calmas, da piscina.
O ar que ocupava meus pulmões estava se esvaindo vagarosamente, fazendo minha cabeça anuviar, as bolhas resultantes da minha expiração subiam lentamente diante de meus olhos, eu estava calmo como nunca estivera, meus problemas haviam desaparecidos, lavados pela braçada dos nadadores.
Emergi com um pulo, tomando um novo e fresco fôlego pelo ar do anoitecer, o vento frio tomou conta do meu rosto, meus cabelos e barba molhados faziam a água ainda escorrer sobre minha face vislumbrando o horizonte, em um mergulho eu estava curado. Em um mergulho estava novamente são e em uma braçada estava vivo novamente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário