quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Lágrimas


Fui dormir chorando, pensando nela, como muitas vezes esse ano. Eu achei que estaríamos melhor cada um com sua vida, pelo menos ela parece feliz...

Pego o telefone e vejo o número dela na minha agenda, quero discar, mas não encontro as palavras para justificar minha ligação.

“Parabéns pela formatura”, era uma oportunidade que não consegui encontrar a coragem de falar com ela, e a vontade de ouvir sua voz era muito grande e eu não seguraria minhas lágrimas

“Feliz Natal”, eu daria tudo no mundo para ouvir ela dizer isso pra mim.

E no ano novo tudo se intensifica, a vontade de tê-la em meus braços em um abraço é insuportável, mas eu estraguei tudo. Deixei um ano passar. E ela parece feliz, sem mim.
Triste destino de quem nasceu gostando de Shakespeare, viver em uma comédia de erros, onde ninguém termina com quem se apaixonara. A Maldição de Demétrio que amava Hérmia que amava Lisandro que a amava. Já fui Lisandro, hoje sou Demétrio.


Chorei de saudades, chorei de amor, se minhas lágrimas fossem pérolas, estaria rico. Se minhas lágrimas fossem de ácido, estaria cego. E, mesmo assim, se ela voltasse, choraria tudo de novo.

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