O doce das suas palavras encontravam os espinhos de meu coração. O músculo fossilizado que insistia em bater em meu peito recebia uma rachadura a cada suspiro dito e a cada grito abafando o grave das caixas de som.
Começou com um "gostei de você", evoluiu para um "te adoro" e, finalmente chegou no "te amo".
Não resisti a tamanho choque desfibrilizante em meu peito e aquela outrora pedra voltou a bater com força. Não achava as palavras pra responder aquela injeção de adrenalina em meu cérebro, todo meu sangue voltara a fluir deixando minha face rubra. Não havia mais tempo, então respondi.
-Eu sei.
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