Sentei sob a sombra de uma árvore à fim de pintar.
Sentei no banco da praça à fim de escrever.
Subi no palco à fim de cantar.
Não pintei.
Não escrevi.
Não cantei.
Peguei meu violão e dedilhei um quadro.
Peguei minha tela e cantei uma ópera.
E em uma página em branco encontrei o vazio.
Minha caneta sem tinta não mais expressava o que eu sentia.
Com a corda no pescoço, saltei do banco.
O clarão luminoso que se seguiu me despertou.
Olhei o sol invadindo minha janela e percebi,
Meu tinteiro estava cheio novamente.
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